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quinta-feira, 2 de setembro de 2010

DataFolha volta a campo

Pesquisadores do DataFolha voltam a campo nos próximos dias. Vão checar as intenções de votos para presidente, governo estadual e Senado nos principais estados da Federação.

No Rio de Janeiro, a expectativa é de que os quatro principais candidatos ao senado, César Maia (DEM), Marcelo Crivella (PRB), Lindberg Faria (PT) e Jorge Picciani (PMDB) apareçam embolados na disputa por duas vagas.

As últimas rodadas mostram que Maia e Crivella lideram, mas diante de um cenário com 40% de indecisos. O quadro ainda é indefinido e com os dois primeiros colocados apresentando tendência de queda.

A entrada do governador Sérgio Cabral no programa eleitoral pedindo de votos para Picciani (foto) e colocando o aliado como pai dos projetos de sua administração deve refletir nas próximas sondagens.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Babado na folia



O carnaval fora de época realizado em Campos, no Norte Fluminense, em março deste ano não foi uma boa experiência para a loja Babado da Folia, no Rio de Janeiro.

É que os carnavalescos da república do chuvisco fazem compras de artigos para alegorias nesta loja e sempre gozando de crédito.

Só que o passivo da turma já passa de R$ 100 mil e até agora não existe o menor sinal de que será saudado. O Babado pode ter descoberto tardiamente o real sentido da frase: “Campista, nem fiado e nem a vista”.

Quem também cantou no período e nada recebeu, foi o intérprete Dominguinhos do Estácio. Com ele foi pior, porque os músicos ficaram até sem dinheiro para pagar a passagem de retorno ao Rio.

Na última reunião entre dirigentes carnavalescos e representantes da prefeitura, no Teatro de Bolso, o clima não foi dos melhores. O presidente da Escola de Samba Boi Sapatão, Sérgio Viana, disse em alto e bom som que na última folia houve desvios de verbas. Só faltou dar nome aos bois.

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Zona livre

Sabe aquela história do galo que foi denunciar a raposa e foi expulso do galinheiro? Um morador de Goytacazes, distrito de Campos (Norte Fluminense), procurou o Ministério Público para pedir providências contra uma usina que está promovendo um festival de fuligem na comunidade.

Entrou com 700 assinaturas e saiu com o protocolo do inquérito Civil Público 422/01 crente que estava abafando. Só que agora, quando o promotor exarou o despacho da ata 293/294, o moço sofreu um choque.

O promotor diz que “a usina”, pelo que ele sabe, “produz açúcar e não dinheiro”. Portanto, não pode investir em equipamentos para evitar a fuligem. Sendo assim, Goytacazes tornou-se uma zona livre para poluição ambiental.

Outro filme

No Ministério Público Federal o buraco é mais embaixo. Na 2ª Vara Federal de Campos tramita uma ação civil pública (2009.51.03.002354-4) proposta pelo Procurador Geral da República, Eduardo Santos Oliveira, pedindo que as usinas cessem o uso de queimadas na monocultura da cana, uma das grandes de fuligem no Norte Fluminense.

O MPF também processa o Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) e pede o cancelamento de todas as licenças e autorizações expedidas pelo órgão.

Guerra de caciques


Para milhares de postulantes a Alerj o caminho é longo, mas para os deputados Domingos Brazão (PSB) e Paulo Mello (PMDB), o primeiro na foto acima e o segundo na imagem à esquerda, a trilha é outra. Os dois, cotadíssimos para figurar entre os mais votados no Estado, já travam uma guerra surda pelo comando do legislativo. Brigam para suceder Jorge Picciani (PMDB) na presidência da mesa diretora.

Há quem diga que é melhor ser presidente da Alerj do que governador. O primeiro manda de fato e o segundo reina, mas não governa, caso os deputados resolvam fazer corpo mole.

Mello será o candidato do governador Sérgio Cabral, caso este se reeleja conforme prenunciam as pesquisas de intenção de votos. Já Brazão conta com uma simpatia maior entre os parlamentares.

Encerrado o resultado da eleição de outubro, quando estiver configurada toda a nova formação do legislativo estadual para os próximos quatro anos, a guerra promete esquentar.

Brizola aprendeu

O ex-governador Leonel Brizola aprendeu na marra a conviver com o poder dos caciques da Alerj, quando foi obrigado a ceder aos caprichos da dupla José Nader e Aluízio de Castro.

Na época, ficou diante da famosa questão: ou dá ou desce. Preferiu ficar, entregando a secretaria de Saúde do Estado de porteira fechada.

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Dois prefeitos e um destino


Dia D

O presidente do Tribunal Regional Eleitoral, desembargador Nametala Jorge, já tem uma idéia da data em que vai acontecer a eleição extemporânea para escolha do novo prefeito de Campos.

O primeiro turno deve acontecer na primeira quinzena de novembro e o segundo turno, se houver, será em dezembro, antes do período natalino.

O retorno da prefeita cassada Rosinha Garotinho é algo improvável diante do tratamento ácido que o TSE vem dando aos políticos ficha suja. Antes que a interinidade sinta-se eterna, Nametala e seus pares já discutem internamente todos os procedimentos para realização do novo pleito.