Muito ebó
22/08/2008 - 11:05

O orçamento da Prefeitura de Macaé para o exercício de 2008 acabou. Os fornecedores estão de pires na mão e o Prefeito Riverton Mussi (PMDB) correu para o mato. Todos se queixam: é mais fácil falar com o Papa do que com o Prefeito.

As dívidas do governo são volumosas. O orçamento não suportou a carga. Só para cargos de confiança, Riverton Mussi nomeou mais de quatro mil pessoas.

A maior parte desses nomeados, é bom que se diga, tem feito por merecer a nomeação. Trabalha diuturnamente na campanha do Prefeito para a reeleição.

Capenga de votos, Riverton tem apelado até para os orixás. Um dos seus colaboradores (parente muito próximo) tem esgotado o estoque de galinha preta de um criador de Campos.

Consome também boa parte do estoque de produtos para ebós. Do jeito que as coisas vão, o Prefeito vai precisar de uma grande sessão de descarrego.

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Arautos do desemprego
22/08/2008 - 10:43
O ex-governador Anthony Garotinho está defendendo o vice-prefeito Roberto Henriques, o carrasco que assinou o Termo de Ajustamento de Conduta que demitiu 6,4 mil terceirizados da Prefeitura de Campos.

Garotinho gosta de demitir. Em 1997, quando assumiu a Prefeitura, também colocou cerca de quatro mil terceirizados no olho da rua. Na eleição de 2004, alimentou todas as denúncias que provocaram a demissão dos terceirizados este ano.

Roberto Henriques e Garotinho têm comportamento e pensamento semelhantes. Por isso, o ex-governador sai em defesa de sua cria. A folha corrida faz desta dupla a imagem e semelhança de um dragão que se nutre do desemprego em massa.

O ex-governador foi o grande idealizador da desgraça. Roberto Henriques o executor. Em nenhum momento Garotinho contrapôs a proposta de demissão dos terceirizados. Ao contrário, sempre fez carga a favor.

Roberto Henriques, na hora de assinar o TAC, em momento algum buscou esgotar os entendimentos para manter o emprego dos terceirizados. Na primeira oportunidade assinou o documento que selou o destino dos demitidos.

Agora, o que surpreende é o show de bravata.

Elogiável, diga-se de passagem, foi a conduta da diretoria da Ordem dos Advogados do Brasil, que evitou o uso indevido da entidade nesta discussão eivada de segundas intenções.

A boa notícia, neste ambiente conturbado, é que o Supremo Tribunal Federal analisa um recurso, que poderá definir o retorno dos demitidos aos postos de trabalho.

Garotinho e Roberto Henriques, certamente, são contra. 
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Rosinha é mesmo Garotinho
21/08/2008 - 10:39

Enfim, a ex-governadora Rosinha Matheus perdeu o medo e a vergonha de inserir o marido, Anthony Garotinho em sua campanha. Disse em entrevista a Inter TV, afiliada a Rede Globo, que o marido será o que quiser no governo dela.

Rosinha está certa. Deve tudo ao marido. Não seria nada sem Garotinnho.  Ele manda em sua campanha. É o líder do PMDB e não poderia ficar de fora de mais uma empreitada.

Rosinha não tem que ter medo de ser Garotinho. E nem teria como negar o óbvio. Como religiosa,  que acredita na submissão da mulher ao homem, a ex-governadora vai fazer o que o marido mandar. Como bom marido, Garotinho não se furtará de exercer sua autoridade sobre a esposa.

Falta agora Rosinha traduzir esta disposição nas ruas. O marido precisa pedir votos, para cativar os votos da população de sua cidade. Caso contrário, vai ficar a impressão que tem medo de ouvir nas ruas o grito que tanto lhe atormenta: “Garotinho nunca mais”.

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Riverton contra o blog
19/08/2008 - 21:00

Um amigo atento me garante que ouviu a voz rouca e soturna do Prefeito de Macaé, Riverton Mussi (PMDB) afirmar que a existência deste blog é uma questão de dias. O Prefeito teria dito que está adotando medidas para me impor uma censura e se livrar das criticas que tanto lhe incomoda. Não conseguirá.

O blog continuará afirmando que Riverton Mussi é uma farsa. Revelou-se um incapaz na administração. Usa de meios heterodoxos e nada convencionais para manter-se no poder.

Quando alguém o critica, escolhe entre duas opções: censura ou convence usando meios pra lá de eloqüentes. O blog, pelo visto, vai tentar censurar, porque é a única opção que lhe resta.

Para este serviço sujo, Mussi conta com a distinta colaboração de alguns aduladores. Muitos deles, no passado, adularam o ex-Prefeito Carlos Emir Mussi. Depois, quando este foi despejado do cargo pela população, os aduladores mudaram de lado. Eles se merecem.

Apesar da incapacidade, Riverton Mussi pode considerar-se um homem de sorte. A campanha eleitoral de Macaé não terá horário na TV. Caso isso acontecesse, seria derrotado por ele mesmo. Macaé está contando os dias para livrar-se desta coisa inominável que lotou a Prefeitura de parentes.

Goste ou não, o Prefeito de Macaé terá que conviver com as verdades inconvenientes deste blog. Não se cogita curvar espinha a este censor, que não consegue interpretar uma frase. A Constituição brasileira ainda garante liberdade de expressão. Os incomodados que se mudem.

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Demissão em massa
19/08/2008 - 14:31
As ruas de Campos estão vazias. O comércio vazio e algumas lojas fechando as portas. A Prefeitura demitiu 6,4 mil servidores terceirizados, conforme determina um Termo de Ajustamento de Conduta assinado junto ao Ministério Público e Justiça do Trabalho.

O acordo foi assinado pelo vice-prefeito, Roberto Henriques (PMDB), no período em que administrou a cidade por 43 dias. Foram os dias de agonia, que deixou uma herança amarga.

A perseguição contra os servidores terceirizados vem desde a eleição de 2004, quando o PMDB de Anthony Garotinho denunciou esta forma de contratação no Ministério Público. Garotinho e o deputado Geraldo Pudim fizeram carga, chegando a afirmar a existência de 30 mil contratados, o que foi desmentido por um recadastramento realizado pelo próprio governo do PMDB durante o período de interinidade na Prefeitura.

Ao atual prefeito Alexandre Mocaiber não restou alternativa: demitia ou seria preso. Muitos dos terceirizados trabalham na Prefeitura desde o primeiro governo de Garotinho no município (1988-2002).

O clima de caça às bruxas iniciado em 2004 resultou na demissão em massa. A tragédia social e econômica caiu no colo de Rosinha Matheus em plena campanha para a Prefeitura. O desgaste é inevitável. Caminhando lado a lado com Rosinha nas ruas está o executor da degola: Roberto Henriques, cuja assinatura consta no Termo de Ajustamento de Conduta.

Seis mil servidores demitidos representam um universo de 25 mil pessoas.  Esse contingente pode decidir uma eleição. Pelas ruas de Campos desfila um trio-elétrico seguido de centenas de manifestantes. Rosinha e Garotinho viraram Judas na manifestação.

Rosinha está com medo. Suas caminhadas estão sendo acompanhadas por uma viatura da Polícia Militar. Nesta terça-feira, ao tentar caminhar na rua Santo Antônio, na periferia da cidade, foi recebida com vaias e xingamentos.

As demissões caíram no colo de dona Rosinha Garotinho na semana em que o Ibope está nas ruas de Campos fazendo pesquisa de intenção de votos para a Rede Globo. Mas, como diz o ditado: “quem pariu Matheus, que embale”. 
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Novembro 2007

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